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Você separa as despesas pessoais das empresariais?

Você separa as despesas pessoais das empresariais?

Consultor, como você gerencia o dinheiro do seu negócio?  Já separou suas contas pessoais das contas da empresa? Saiba que pensar sobre isso é muito importante, um dos principais erros cometidos pelos empresários, é misturar as finanças do CPF com as do CNPJ.

Organizar as contas e definir, desde o começo, os parâmetros financeiros da sua gestão do caixa é fundamental para que o dinheiro da sua empresa não seja usado para custear seus gastos pessoais. Quando não é feito um planejamento prévio e, não se define com clareza de onde virão os investimentos, é muito comum que o patrimônio da família seja comprometido.

Se você usa o cartão da empresa para pagar contas pessoais, ou tem apenas uma conta no banco para movimentar os recebimentos da empresa e os ganhos pessoais, ou ainda, não faz retirada de pró-labore e utiliza o capital da empresa para bancar suas contas, cuidado! Estes tipos de atitudes, em curto e médio prazo, podem levar a destruição do seu empreendimento.

Então, como começar a separar as contas?

Um bom começo é cuidar das retiradas! Para organizar esta questão e trabalhar com base em parâmetros claros, é importante que se defina um valor fixo a ser retirado mensalmente por você e por seus sócios, caso haja.

Existem dois tipos de retiradas para os sócios/empreendedor:

1- Pró Labore

O Pró-labore é o valor pago pelo trabalho que o empreendedor realiza!

Em se tratando dos sócios, o valor pago por suas atividades é chamado de pró-labore, do latim “pelo trabalho” remuneração que é diferente de um salário comum. Sobre ele, por exemplo, não é obrigatório o pagamento de férias, direitos trabalhistas, décimo terceiro e fundo de garantia (FGTS).

Geralmente, o montante pago é definido com base nas atividades que a pessoa exerce. Para facilitar isso, é o valor que seria pago a um colaborador pelas mesmas funções, porém pode ser negociado com todos os sócios um valor que melhor se encaixa ao plano financeiro da empresa.

Importante – Sobre o pró-labore recaem determinados impostos que dependendo do regime tributário da sua empresa podem acabar dificultando seus planos. Para você ter uma ideia, só de INSS são 11%, e este valor pode aumentar ainda mais, caso o seu negócio seja optante por Lucro Presumido ou Lucro Real.

 

2- Dividendos

Na política de dividendos o lucro é dividido entre os sócios

Diferente do pró-labore, os dividendos representam a divisão do lucro da empresa entre os seus acionistas. Normalmente, utilizado para sócios que não trabalham dentro da empresa e são apenas investidores. Neste modelo, todos os meses os sócios serão pagos de acordo com o que a empresa lucrar. Se, por exemplo, o negócio teve um ganho de 80 mil reais e são 4 associados, serão 20 mil para cada um.

Importante – lembrando que é importante os sócios não dividirem 100% dos lucros, pois assim parte do lucro pode ser reinvestido na empresa e fazer o negócio crescer.

 

Sabemos que uma empresa, especialmente no início, pode passar meses ou até mesmo um ano sem ter nenhum lucro efetivamente. Com isso, o empreendedor, muitas vezes, é obrigado a investir seu próprio dinheiro para manter o seu negócio vivo, o que pode prejudicar a qualidade de vida da sua família e suas contas pessoais. E isso é comum!

Para evitar que isso aconteça, o ideal é fazer um bom planejamento financeiro tanto pessoal como profissional, definir os valores investidos na empresa (que não podem ser alterados) e buscar separar ao máximo os recursos do negócio daqueles referentes às suas finanças pessoais.

Com este objetivo, é importante que você construa um fundo de reserva para sua vida pessoal, ou seja, que tenha um montante X para passar pelos meses de instabilidade mais tranquilamente.  Se, por exemplo, sua família tem um gasto mensal de 5 mil reais, o mais adequado é que você tenha 6 vezes este valor guardado, ou seja, 30 mil reais para bancar suas despesas pessoais pelos próximos seis meses. Chamamos isso de Reserva de Emergência.

É importante desenvolver uma cultura financeira positiva, jamais misturar finanças pessoais e empresariais, saber administrar os resultados de forma assertiva e ter pensamentos e atitudes que levem a empresa a crescer em todos os sentidos.  Para isso, respeite as regras, seja disciplinado em suas retiradas e faça sempre com responsabilidade, pois quando você retira mais do que o estipulado está prejudicando tanto a si mesmo como ao seu negócio.

Consultores vamos ser exemplo para nossos clientes!!!
#borapracima

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